Os países mais pobres do mundo são os desenvolvidos, seguidos dos emergentes.

Não importa o tamnho do PIB, seremos os mais pobres dos pobres.

Recentemente, uma matéria no New York times sobre o bairro mais probre dos EUA me chamou a atenção: é uma comunidade peculiar, pois a maioria segue uma seita judaica denominada Satmar; A reportagem não se aprofunda neste sentido, mas destaco a conclusão da matéria para discordar com a afirmação de que esta é a comunidade mais pobre dos EUA “Aqui também não há programas de tratamento para drogas, nenhum programa contra a delinquência juvenil, não estamos entupindo nosso sistema judicial com casos criminais, não temos programas para a Aids ou a gravidez adolescente” – afirma o administrador da comunidade.

(veja reportagem na íntegra aqui) (em inglês, aqui)

Imediatamente me lembrei do que disse Madre Teresa quando visitou a “Big Apple”, Nova Yorque, que nunca visitara um lugar tão pobre em toda sua vida (vale lembrar que ela trabalhava com leprosso em Calcutá, Índia). Porque esta comunidade não tem problemas com drogas, nenhum indigente nas ruas, casos criminais, gravidez adolescente? A resposta, o NYT não dá, mas acredito que está relacionado com o que o jornal descreve despretenciosamente sobre eles: “As mães raramente trabalham fora do lar enquanto seus filhos são pequenos”; Enquanto os pais “modernos e ricos” de nosso mundo abandonam seus filhos nas mãos de babás mal pagas para poderem trabalhar e serem mais “ricos”, esta “pobre comunidade” tem um cuidado especial com seus filhos.

Outro fator interessante: a comunidade possui uma tradição de filantropia e empréstimos sem juros. Valores como estes inseridos na comunidade ajudam os mais pobres a saírem da miséria e gera mais amor, comunhão e amizade entre a comunidade. Será que a crescente onda de violência não está relacionada ao aumento nos divórcios, das mães solteiras, e dos pais que abriram mão de criar seus filhos para poderem manter o padrão de consumo elevado que eles tinham antes de ter filhos? Será que a pobreza não tem nenhuma relação com a ganância dos bancos, do governo e da falta de filantropia na comunidade? Eu duvido.

Enquanto não aprendermos a priorizarmos nossos filhos e casamentos, nossas famílias, acima de nossas vontades egoístas, de nossos sonhos de consumo, seremos cada vez mais países cheios de poder de consumo nas mãos mas com famílias disfuncionais, feridas e comunidades violentas, com indigentes, narcodependentes e corrupção. Enquanto não tivermos comunidades que pratiquem a filantropia e que sejam menos gananciosas,  menos injustas em suas transaçòes (c/ juros mais baixos e preços mais justos), os pobres não terão para onde correr e isso também aumenta a criminalidade, indigência, etc.

Não importa o tamnho do PIB, seremos os mais pobres dos pobres.

Anúncios

~ por renatowong em 25/04/2011.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: